sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Deuses Brasileiros (Parte II)

               Sumé
Responsável por manter as leis e as regras. Sua descrição variava de tribo para tribo. Teria estado entre os índios antes da chegada dos portugueses e ter-lhes-ia transmitido uma série de conhecimentos. Além disso, seria o responsável pela introdução de alguns elementos básicos da alimentação indígena como a mandioca, o mate e a batata-doce. Em virtude da desobediência dos indígenas, Sumé um dia partiu – saiu caminhando sobre o oceano Atlântico, prometendo voltar para disciplinar os índios.
Para os índios, quando Sumé foi embora, deixou uma série de rastros escritos em pedra. Tais desenhos são considerados, pela ciência, desenhos de povos pré-indígenas. Uma antiga trilha indígena chamada de Paebiru (caminho do sol) e situada na Paraíba, é conhecida por ter sido aberta por Sumé. Ainda há relatos de que Sumé percorreu todo território brasileiro.







Yorixiriamori
Esse deus deixava as mulheres encantadas com seu canto,o que despertou a inveja nos homens,que tentaram matá-lo. O deus fugiu sob a forma de um pássaro. É um personagem do mito “A Árvore Cantante”, dos Ianomâmis. Essa árvore desapareceu depois da fuga da divindade.





              
  Akuanduba
Divindade dos índios araras, tocava a sua flauta para por ordem no mundo.
A boa humanidade, protegida pela divindade Akuanduba, vivia conforme as coisas básicas da vida: acordar, comer, beber, namorar, dormir. Se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, chamando a atenção de todos para que se comportassem de acordo com a boa ordem.








                 Wandi
Deus dos iecuanas,ele criou três seres para gerarem o mundo. Os dois primeiros cometeram um erro, e criaram uma criatura defeituosa,que representa os males do mundo. O terceiro concluiu o ato da criação.











            
   Yebá Bëló
Conhecida também como “A mulher que apareceu do nada”, é uma divindade do mito de criação dos índios dessanas.Segundo eles,os seres humanos surgiram das folhas de coca(ipadu), que ela mascava.
















Há muito mais deuses brasileiros, mas aqui estão os principais.Nos links que se seguem abaixo ha mais coisas sobre eles e outros seres do nosso folclore. Espero que tenham gostado!









Deuses Brasileiros (Parte I)

Quando falamos em Deuses sempre nos vem a cabeça deuses de diversos panteões como Zeus, Odin, Danna, etc, menos os da nossa própria cultura. Eu sei disso, porque agora é que estou conhecendo os realmente os deuses brasileiros, antes só tinha conhecimento de alguns que ouvi histórias na escola quando estudávamos sobre o folclore. Hoje postarei as lendas de alguns deuses da nossa cultura,espero que gostem!

pelegonodiva.blogspot.com

             Tupã
Tupã (Deus trovão) é o grande criador dos céus, da terra e dos mares, assim como do mundo animal e vegetal. Além de ensinar aos homens a agricultura, o artesanato e a caça, concedeu aos Pajés o conhecimento das plantas medicinais e dos rituais mágicos de cura.
Os tupis o considerava personagem ligado aos trovões, às tempestades, às chamas e aos raios.
Na mitologia tupi-guarani, entretanto, Tupã era um personagem de segunda ordem. Os catecúmenos (aqueles que se preparam para receber o batismo; cristão novos) é que, já no período da colonização, principiaram a valorizá-lo como entidade idêntica a Deus. É indispensável, pois, distinguir o mito ameríndio, onde Tupã é apenas um demônio que provoca chuvas, raios e tempestades, tendo uma missão civilizadora entre os homens, e o mito sincrético de Tupã-Deus.


http://eujatedisseque.blogspot.com.br/2011/05/deuses-brasileiros.html
              Jaci
Deusa-Lua, irmã-esposa do Sol. Protetora da vida vegetal,é mãe de todos os frutos, guardiã da noite,protetora dos amantes e da reprodução, um de seus papéis é despertar a saudade no coração dos guerreiros e caçadores, apressando sua volta para suas esposas. Filha de Tupã, Jaci e irmã esposa de Guaraci, o deus Sol.Tem duas formas: Iaci Omunhã (Lua Nova) e Iaci Icaua (Lua Cheia) .
Na mitologia hindu ela é conhecida como Vishnu e na egípcia de Ísis.











bruxaguinevere.blogspot.com
             Guaraci
       Filho de Tupã, o deus Sol auxiliou o pai na criação de todos os seres vivos. Irmão marido de Jaci, a deusa Lua, Guaraci é o guardião das criaturas durante o dia. Na passagem da noite para o dia – o encontro entre Jaci e Guaraci-, as esposas pedem proteção para os maridos que vão caçar. Na mitologia hindu é identificado como Brahma e na egípcia de Osíris.














pt.fantasia.wikia.com
             
 
 

 Ceuci
Protetora das lavouras e da moradia indígenas, Ceuci foi comparada pelos colonizadores católicos à Virgem Maria, por ter dado à luz de maneira milagrosa: seu filho, Jurupari – espírito guia e guardião- nasceu do fruto da cucura-purumã (arvore que representa o bem e o mal na mitologia tupi)
              Jurupari
Senhor das Leis, é filho virginal de Ceuci. Não podia ser visto por nenhuma mulher; aquela que o visse, morria.





lenda-e-lendas.blogspot.com
   


  Anhangá
Inimigo de Tupã, a alma errante (tupi ang), que tomava o aspecto de fantasma ou de duende, vagando pelos campos e florestas. Anhangá é o deus das regiões infernais, um espírito andarilho que pode tomar forma de vários animais da selva. Apesar de ser considerado o protetor dos animais e dos caçadores, é associado ao mal. Se aprece para alguém, é sinal de desgraça e mau agouro. Anhangá e comparado ao demônio na teologia cristã.













Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=-KNS-v2iuAA

Fadas


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 A crença nos Fays (Fadas) é um aspecto importante do folclore gaélico até hoje.

 Atualmente, há várias versões que tentam explicar sua origem: as versões cristianizadas e, 
portanto, mais recentes, falam que eles são "anjos caídos", que foram negados a um lugar no céu por algum delito pouco sério, ou os Deuses antigos, que diminuíram de estatura como resultado da introdução do cristianismo entre seus povos.

  Muitas pessoas entendem que os Fays são uma raça não-humana que também vive nesse planeta.

  Mas a tradição mais divulgada falam que os Fays são os remanescentes dos primitivos povos britânicos,  mais conhecidos como "Velho Povo" (Fays).

  Ao que parece, o Velho Povo habitava as Ilhas Britânicas na Idade do Bronze. Quando começou a invasão das suas terras, esse povo fugiu para as montanhas e colinas (chamadas, em gaélico, de Sidhe ou Sidh - que significa "Terras Altas") para se protegerem das guerras, uma vez que eram povos pacíficos. Essas novas terras, ocupadas pelos Fays, passou a ser chamada de Fairland (Terra das Fadas).

  A mitologia britânica, conserva o nome de alguns desses povos:
  •   Os Daione Sidhe (pronúnica: di-na chi) - fadas das montanhas/subterrâneas;
  •   Os Bwragedd Annwn (pronúncia: burageth anun) - fadas dos lagos;
  •   Os Flidais - fadas das florestas e bosques;
  •   Os Tylmyth Teg (pronúncia: tarluith-taig) - do país de Gales; e
  •   Os Unseelie - da Escócia.
  •   Menos conhecidos, também falam dos "Bons Vizinhos", os Seeli e o Povo Wee.
  Nas montanhas, os Daione Sidhe construíram casas subterrâneas (chamadas "brugh"),
  cuja entrada era marcada por outeiros ou pequenos montes (chamados "knowe").


  Os Bwragedd Annwn, por sua vez, tinha a entrada de suas cidades subterrâneas no fundo de lagos, riachos e córregos.

  A atividade mais comum dos Fays é a criação de um gado malhado - chamado Gwartheg Y Llyn (pronúncia: guarr-they er thlin) -, que pastoreiam com a ajuda de grandes cães brancos com orelhas vermelhas - os Cwn Annwn (pronúncia: kun anun) ou "Cães dos Montes".

  A Tradição Fairy Wicca quer resgatar a religiosidade desses antigos povos britânicos, 
trabalhando com energias e espíritos da natureza, de acordo com rituais muito antigos, 
que dizem ser herança do próprio "Velho Povo". 

  A visão de "Fadas" que os bruxos da Fairy Wicca têm, é muito diferente da que estamos acostumados.

  Não tem nada a ver com a "Sininho", do Peter Pan, ou a Fada Azul, do Pinóquio.

  Eles entendem os Fays como elementais dos quatro Elementos, ou seja, para eles, os Silfos, as Salamandras, os Duendes, os Gnomos, as Ondinas, as Sereias, etc., são todos membros do mesmo Velho Povo. Justificam essa visão, lembrando que tudo que faz parte da Natureza, tem um ou mais Fays responsável. Cada folha de grama, cada pedaço de pedra, 
cada árvore, cada planta, cada porção de ar ou de água tem no mínimo um Fays ali.
 
 Portanto, estamos cercados de fadas por onde quer que andemos: a fibra vegetal de nossas roupas,a madeira da mesa e da cadeira, a água que bebemos e o ar que respiramos... Em cada porção da Natureza, há um Fay responsável.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Lei Tríplice








         “Tudo o que fizermos, para o bem ou mal, a nós retornará triplicadamente e nesta
encarnação”.

A lei tríplice consiste em ressaltar que tudo o que fizermos retornará para nós três vezes, se fizer o bem colherá três vezes o bem, se fizer o mal três vezes o receberá de volta. Por isso faça sempre o bem, ajude as pessoas, cuide da natureza e não deseje o mal a ninguém, pois em tudo que fazemos há consequências.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Deusa


A Deusa é a Mãe universal. É a fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos. Segundo a Wicca, Ela possui três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas Crescente, Cheia e Minguante. Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve. Ela dá à luz abundância. Mas, uma vez que a vida é um presente Seu, ela a empresta com a promessa da morte. Esta não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência humana entre duas encarnações.

Uma vez que a Deusa é a natureza, toda a natureza, Ela é tanto a tentadora como a Velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo.

Porém, apesar de Ela ser feita de ambas as naturezas, a Wicca a reverencia como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância, se bem que seu lado obscuro também é reconhecido. Nós A vemos
na Lua, no silencioso e fluente oceano, e no primeiro verdejar da primavera. Ela é a incorporação da fertilidade e do amor.
A Deusa é conhecida como a Rainha do paraíso, Mãe dos Deuses que criaram os Deuses, a Fonte Divina, A Matriz Universal, A Grande Mãe e incontáveis outros títulos.

Muitos símbolos são utilizados na Wicca para honrá-la, como o caldeirão, a taça, o machado, flores de cinco pétalas, o espelho, colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... para citar uns poucos.

Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas criaturas. Algumas incluiriam o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha. Todos são sagrados à Deusa.

A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça; uma deidade celestial caminhando pelos céus com pó de estrelas saindo de seus pés; a eterna Mãe com o peso da criança; a tecelã de nossas vidas e mortes; uma Anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres.

Mas, independentemente de como A vemos, Ela é onipresente,imutável, eterna.





Fonte:  Guia essencial da Bruxa Solitária - Scott Cunningham

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Roda do Ano



Antigamente, quando o Deus e a Deusa eram tão reais quanto o Sol e a Lua, os rituais eram desestruturados - eram uma comunhão alegre e espontânea com o Divino. Depois, os rituais passaram a observar o ciclo do Sol através do ano astrológico e das estações, e também dos ciclos lunares mensais.

Atualmente, rituais parecidos são observados pela Bruxaria - e estas celebrações criam uma proximidade mágica com as Deidades e com o poder por trás delas.

A finalidade primordial da Bruxaria é estar em harmonia com a Natureza e com as energias divinas contidas nela. E a melhor forma de alcançar esta harmonia é a observação dos ciclos naturais. É para isso que servem os Esbats e Sabbats.

"Esbat" é o nome de cada uma das reuniões (ou celebrações solitárias) mensais, no primeiro dia da Lua Cheia ou da Lua Nova de cada mês. Nestas datas são celebrados os ciclos lunares; a finalidade básica dos Esbats é a celebração os ciclos da Deusa, em seus três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã (Crescente, cheia e Minguante). Além disso, são épocas propícias para as reuniões, a editação e o estudo.

"Sabbat" é a denominação de cada um dos 8 grandes festivais solares que acontecem anualmente e que marcam a Roda do Ano das Bruxas.

Durante os Sabbats são celebrados, em grupo ou solitariamente, os ciclos do nascimento, maturidade, morte e renascimento do Deus, e sua profunda relação com a Deusa.

Mais um esclarecimento importante: Sabbat não é sinônimo de missa negra. Não custa repetir: não é usado nenhum símbolo ou objeto cristão. Nenhuma oração cristã é lida - nem de trás para frente nem de frente para trás. Não são feitos nem sacrifícios nem orgias.

Para entender melhor a Roda do Ano celebrada pelos Sabbats, podemos olhar para os períodos demarcados pelas 4 estações:

Durante o inverno, as árvores estão sem suas folhas, os animais se recolhem, os dias são muito curtos e as noites, longas. Lentamente, conforme os dias vão ficando mais longos e a primavera se aproxima, a Natureza parece se espreguiçar. É a época de preparar o solo. Com a chegada do verão, a Natureza explode em vida e fertilidade. É a época de semear. Enquanto o ano continua sua roda, o outono chega e, novamente, as folhas começam a cair. É a época de colher e armazenar para o inverno que novamente se aproxima.

Mesmo que aqui, no hemisfério sul - principalmente no nosso país tropical e bonito por natureza - as estações não sejam tão claramente definidas, dá para observar as mudanças sutis que acontecem. É só prestar atenção. Quem já viveu ou passou longas férias no interior sabe disso. As estações, as épocas de preparar a terra, de semear, de plantar e colher são super bem definidas.

Os Sabbats

SAMHAIN - Celebrado em 1o. de maio no hemisfério sul e em 31 de outubro no hemisfério norte (Obs.: a pronúncia é "Sôu-en")

YULE - Solstício de Inverno - Celebrado no primeiro dia do inverno (+ ou - 21 de junho no hemisfério sul e 21 de dezembro no hemisfério norte)

IMBOLC (ou Imbolg) - Celebrado em 2 de agosto no hemisfério sul e 2 de fevereiro no hemisfério norte

EOSTAR (ou Ostara) - Equinócio de Primavera - Celebrado no primeiro dia da primavera (+ ou - 21 de setembro no hemisfério sul e 21 de março no hemisfério norte)

BELTANE - Celebrado em 31 de outubro no hemisfério sul e 1o. de maio no hemisfério norte

LITHA - Solstício de Verão (Mid Summer) - Celebrado no primeiro dia do verão (+ ou - 21 de dezembro no hemisfério sul e 21 de junho no hemisfério norte)

LUGHNASAD (ou Lammas) - Celebrado em 2 de fevereiro no hemisfério sul e 2 de agosto no hemisfério norte

MABON - Equinócio de Outono - Celebrado no primeiro dia do outono (+ ou - 21 de março no hemisfério sul e 21 de setembro no hemisfério norte)

Para tentar entender os rituais, em primeiro lugar, não podemos deixar de lado o conceito de que as celebrações atuais são baseadas em rituais Celtas extremamente antigos, e que tiveram origem em uma época em que a atividade básica de subsistência era a agricultura.

Vamos começar pelo SAMHAIN, em 1o. de maio. Este Sabbat marca o início, o prenúncio da estação da morte: o Inverno. Representa a morte simbólica do Deus e, na Natureza, a estação menos fértil - a Deusa está sem seu consorte!

O Samhain também era a antiga festa celta dos mortos. Na tradição céltica, o Samhain era a noite da morte e da ressurreição: os mortos precisavam esperar até esta data para fazer a travessia para o "País do Verão", onde a esperança de uma nova vida os aguardava - por isso, na Bruxaria, esta é a época em que e sabe que os véus entre os mundos ficam mais tênues. É um tempo de reflexão, de olhar para o que foi feito no ano anterior, e uma época de lembrar os antes queridos que já foram para outros planos.

A noite do Samhain é considerada, pelas Bruxas, como a noite de ano novo por esta conotação de "passagem" da morte para a promessa de uma nova vida de abundância.

A data do Samhain da tradição céltica era tão forte no hemisfério norte (31 de outubro) que foi adaptada pelo cristianismo, na Idade Média, e transformou-se na "noite de todos do santos", ou "noite de todas as almas" (Halloween, em inglês, é uma corruptela de All Hallows Eve, ou "noite de todas as almas"), celebrada até hoje...

O Sabbat seguinte é o YULE, celebrado na noite do Solstício de Inverno, perto de 21 de Junho. Uma vez que nesta data ocorrem a noite mais longa e o dia mais curto do ano, e sendo o Sol uma das representações do Deus, o Yule marca a época do ano em que o Deus renasce - porque, a partir do Solstício, as noites ficarão progressivamente mais curtas, e os dias (a presença do Sol) mais longos.

O IMBOLC, em 2 de agosto, é um Sabbat de purificação depois das privações do Inverno. É uma época de celebração ao calor que aquece a Terra através do poder renovado do Sol, que renasceu da Deusa no Yule. Os dias são mais longos e o início da Primavera pode ser sentido na Natureza, que parece se espreguiçar. É um festival de fogo, luz e fertilidade, em que as fogueiras e muitas velas são acesas, representando tanto a nossa própria iluminação pessoal quanto a luz e o calor que estão aumentando.

O Equinócio de Primavera, EOSTAR, marca o primeiro dia da Primavera (perto de 21 de Setembro). As energias da Natureza sutilmente emergem do sono em que estiveram mergulhadas durante o Inverno. A Deusa cobre a Terra de promessas de fertilidade, enquanto o Deus - renascido no Yule - começa a passar da infância para a maturidade. Em Eostar, a duração da noite e do dia são iguais. A luz começa a vencer a escuridão; o crescimento do Deus e a receptividade da Deusa inspiram as criaturas na Terra a se reproduzir. É a época de iniciar, de agir, de plantar as sementes para o futuro.

BELTANE, em 31 de outubro, representa a entrada do jovem Deus para a idade adulta. Incitados pelas energias da Natureza, pela força das sementes e flores que desabrocham, a Deusa e o Deus apaixonam-se. Nesta data são celebrados rituais de fertilidade e imensas fogueiras são acesas. As fogueiras de Beltane simbolizam o calor da paixão e a intensidade da interação entre a Deusa e o Deus, e a crescente fecundidade da Terra.

O Solstício de Verão, ou LITHA (perto de 21 de dezembro), é celebrado quando o poder e a força da Natureza chegam ao seu ponto mais alto. A Terra está repleta e abundante com a fertilidade da Deusa e do Deus. Mais uma vez, são acesas fogueiras homenageando a energia do Sol, que atinge seu ápice: esta é a noite mais curta e o dia mais longo do ano.

LUGHNASAD, em 2 de fevereiro, é a época da primeira colheita, quando as sementes plantadas na Primavera dão os primeiros frutos ou geram outras sementes que vão assegurar os resultados futuros. Mas o Deus começa a perder sua força e, assim, os dias começam a ficar mais curtos e as noites mais longas.

O Equinócio de Outono, ou MABON (primeiro dia do Outono, perto de 21 de março), representa a plenitude da colheita iniciada no Lughnasad. Mais uma vez, o dia e a noite têm uma duração igual. A Natureza começa a declinar, preparando-se para o Samhain que se aproxima, preparando-se novamente para o Inverno, a época do recolhimento... e para um novo ciclo que começa.

Os Sabbats são uma forma fantástica de conhecer, respeitar e celebrar os ciclos naturais que quase todo mundo nem vê passar... e são uma chance única de aprender a sintonizar e harmonizar a própria vida, os próprios ciclos vitais, com as energias do Todo.






Fonte: http://www.casadobruxo.com.br/textos/bruxaroda.htm